quarta-feira, 29 de junho de 2011

amote.

amote muito
tou com cheio de sono
e só me apetece repousar no teu regaço
apreciando o teu quentinho
embalado pelo som do bater do teu coração.
se tiveres aí um espacinho
guarda-o para mim
porque é para lá que caminho, 
assim o sinto, assim o entendo.
isto é esquisito
mas amote muito
e o resto é acessório
para descrever a falta que me fazes
e a graça da tua presença.
amote.

terça-feira, 28 de junho de 2011

estou reconstruir-te intenção e quando o faço mudo-me, altero-me, melhoro-me? não sei.

domingo, 26 de junho de 2011

gosto de ti vida minha e naquilo em que me fizeste. perdi-me e encontrei-me, guiaram-me... aqui estou para te viver. salta comigo, dança comigo e olha-me nos olhos na briga e no amor. vamos?! porque esperas?

sábado, 11 de junho de 2011

o nosso brinde

hoje brindaremos a ti grande amigo
sabemos que gostarias de estar aqui
sabemos que esse é o teu maior desejo
por isso te brindamos
e te desejamos uma vida feliz
cheia do que mais gostas
carinho e amigos
a ti, à tua...

quarta-feira, 8 de junho de 2011

hoje... resistindo à penumbra das memórias

hoje vou aproximar-me mais um pouco da morte,
sorrindo para alguém que precisa sentir alegria...
não sei se ficarei mais sábio mas ficarei diferente... até aos ossos.
que longa a nostalgia da interminável despedida
há sempre mais um toque
há sempre mais um sorriso
há sempre mais uma fala
há sempre mais um olhar
e assim materializamos o nosso estar
resistindo à penumbra das memórias.

terça-feira, 31 de maio de 2011

se eu pudesse...

chegaste, olhaste-me e foste embora. nada mais.
deixaste-me desassossegado, amargurado por causa do teu partir. o resto fez-me bem; guardei a tua aparição e o teu olhar e acomodei-os na minha colecção de coisas boas que tão minuciosamente guardo e cuido.
o teu partir é que não suporto porque já não sei como te ter, como te preservar. deixaste-me sem uma zanga maltrapilha. pura e simplesmente foste. de quando em vez anuncias-te para que não me esqueça que existes que fomos grandes companheiros, inseparáveis talvez. o talvez faz-me agora todo o sentido porque nos afastámos e continuas-me alheia, tão alheia que já quase não consigo voltar a imaginar-me contigo.
fazes-me falta, vontade, força da minha vida.
se eu pudesse tu serias o meu único desejo.

sina

amote, linda
cor da minha esperança
querote, morno
aconchego da minha alma
desejote, ternura
gesto que terminas em mim
conforto da minha vida
precisote, olhar
brilho colorido deste dia
serei teu, regaço
fonte do meu existir

amote, linda
querote, aconcehego morno
desejote, ternura
precisote, olhar
serei teu
porque é este o meu viver

Ai, que dia

murchou o dia
que nasceu reluzente
nem está frio
nem está quente
está enevoado
tem um ar de enjoado
este dia
quem diria
que este tempo se faria
sem sabor
sem luz, brillho e calor
um dia
sem nascente
nem ocaso
um dia sem valor
que se arrasta
em cada momento
que passa
que não deixa memória
é uma dia sem história
como muitos outros
dias da minha vida
que se adia
dia-a-dia...
sem parar

segunda-feira, 16 de maio de 2011

vou-me embora

Ai que alívio seria se agora pudesse simplesmente desaparecer, esfumar-me sem rasto como se nunca tivesse existido. O cansaço dá isto e a vida também cansa. Desaparecer é sem dúvida a forma mais agradável de viver o cansaço de ter uma vida que não se vive mas simplesmente sobrevive.

Depois vamos ficando realistas e desaparecer não é opção disponível, pelo menos da forma desejada, assim: pum! já está!

Sobreviver ou...

Vou-me embora que não gosto disto que me está acontecer....

quarta-feira, 4 de maio de 2011

pensamento

A minha vida deambula entre paixão e depressão, sem dialética, repisando-se insistentemente nos mesmos factos e erros que deixam como rasto as letras que escrevo para alinhar ideias, sentimentos e emoções que germinam estes textos.

"Afunda-se o barco que navega sem rumo".

segunda-feira, 2 de maio de 2011

quarta-feira, 27 de abril de 2011

hoje não ecrevo
não vou deprimir-me
não vou queixar-me
arrastar-me-ei por aí
tentando ser homem
aliviando a minha ansiedade
porra para mim
que já fiz
e não queria

quinta-feira, 21 de abril de 2011

não me conheço

Preciso de energia. Daquela que nos move, fazendo-nos mexer, movimentar na procura de projectos e de acções que nos realizam.
É triste quando o interesse se manifesta mas a energia falta. Frustração é o termo certo para exprimir o meu sentir.  Quanto ao meu viver, define-se pela frustração sem energia, corroído pela ansiedade.
Acredito que um dia vou explodir de energia comprimida como uma mola, impelido para a minha tese e o meu estudo. Esta crença dá-me vida mas demonstra-me a minha falta de autonomia.
Ter autonomia implica ter capacidade para mobilização interna (intrínseca) que não nos faça constantemente aguardar sinais exteriores de obrigação.
Perdi esta capacidade, ou melhor, tornei-me incapacitado nesta área.
Por isso mesmo me odeio, mas nem assim me sinto mais enérgico.
Energia precisa-se. Atitude falta-me.
Quem sou eu?

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Tenho um segredo para ti

Sabes flor? Tenho um segredo para ti. Estás bonita.

O vento abanou-te, despenteou-te a pétalas e as gotas da chuva pareciam que te quebravam, mas encaraste-as como gotículas de orvalho e alindaste-te nelas. Flor, que linda ficaste.

Tens uma aura de vida que pulula em ti e que te revigora quando o temporal se aproxima. Ficas única no jardim e todos os olhares caem em ti procurando o teu brilho, a tua arte. Flor, que linda és.

Pintar-te-ia se soubesse como. Descrever-te-ia se isso me fosse possível. Só consigo o mais fácil, AMAR-TE com as maiores letras do mundo e mais não sei fazer. Flor, tenho outro segredo para ti. Serás sempre linda.

Segredos do tempo

O tempo é sereno. Passa-me dormindo, despreocupado e atordoado numa ingenuidade quase feliz.

O tempo passa-me serenamente ao redor. Envolve-me em imagens esbatidas, sons distantes, odores ausentes e memórias frágeis que não consigo articular num todo e que não apreendo. Não faz mal, segreda-me o tempo ao ouvido.

Anuo num olhar consentido, cúmplice duma sedução que não entendo. Sorrio por que sou cúmplice seduzido de algo que consinto e não percebo. Estranho. Não faz mal, aconchega-me o tempo novamente.

A vida é fácil assim. Só importa o realmente importante que chega de uma forma afável envolvida num tempo que parece parado, contemplando-me. Que bom ter tudo e todos em redor, aguardando, enquanto o meu olhar se movimenta preguiçosamente entre o sono e a vigília, sem quebras de luz.

Como vos amo, penso com um sorriso calmo e vago que me infantiliza a expressão. O essencial deste tempo é o amor que tenho por vós. Dedico-vos este olhar preguiçoso com um sorriso agradecido pela  felicidade de estarem nas minhas memórias difusas mas lindas que este tempo agora parado fixou para mim.

Sonho convosco no meu coração e agora tenho preguiça, murmuro. Não faz mal, sussurra-me o tempo, eu parei para ti.

(escrito em 2011.04.20)

segunda-feira, 18 de abril de 2011

TU

Admiro-te pela tua coragem para os momentos difíceis.
Admiro-te pela tua força para agarrares o necessário.
Admiro-te pela lucidez com que olhas o drama.
Fascina-me o carinho que distribuis aos órfãos.
É esse o segredo do teu amor:
Corajoso, forte, lúcido e ternamente carinhoso.
Obrigado por existires meu amor.
Obrigado por olhares para mim.
Amote.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Vida Minha, Minha Vida

Vida minha hoje li-te e realinhei-te nos pormenores. Gostei do percurso e do modo como te foste ordenando no meio dos acontecimentos. Revelaste-te e revelaste-me digna do nome. Minha Vida.

Soas-me a um piano só mas de som cheio e melodioso que tanto nos aconchega nas pregas dos seus acordes como nos desperta para o colorido pululante das notas ou ainda grave e forte faz notar a sua presença com severidade musical de significado profundo. Aprendi ou quero aprender a ouvir-te e a escutar-te.

Obrigado por me teres deixado ler-te e pelo orgulho que me dás por teres partilhado comigo em cada momento uma forma possível de viver. Sem rancores nem euforias senti que realinhei afectos, emoções e sentimentos. Sem rancores nem euforias gostei do que vi e gosto de ti.

Minha Vida fizeste-me bem, tornaste-me melhor pessoa. Obrigado.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

A nossa gramática

Na tua ausência
sinto o calor da tua pele
porque anseio tocar-te.
Sinto o brilho dos teus olhos
porque desejo cruzar-me com eles.
Sinto o perfume do teu corpo,
porque sonho cheirar-te.
Sinto o húmido dos teus lábios
porque fantasio beijar-te.

Na tua ausência,
apaixono-me por ti
porque estando longe, estás comigo.
Envolves-me
numa atmosfera de sentidos
fervente de sentimentos
desesperados
arrebatadores
explosivos
abrasadores
indescritíveis por natureza.
Que paleta de amores.

Na tua presença
delicio-me matando a saudade.
Escaldo-me na tua pele
perco-me nos teus olhos
afundo-me no teu corpo
cubro-te de beijos
expludo de paixão
e amote,
tudo junto pela gramática
que só nós sabemos.

Ao longe apaixono-me por ti.
Ao perto amote.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Minha Primavera

Cheira-me a flores. Ar de aromas agradáveis minuciosamente perfumados por gestos de mão divina naturalmente serena, persistente e radiante.

É assim que me chega o cheiro a flores. Invade-me e agrada-me sem pedir licença, usa-me as memórias para se colorir e levantar-me os cantos do lábios que o tempo e as circunstâncias fizerem cair.

Entranha-se-me nos poros, gera calafrios de paixão e taquicardias que me obriga a pular para  acompanhar os movimentos do coração que de tão inebriado quer partir para algures, descobrindo o recôndito.

Inquieto, impaciente divago até ti perfumada de ar e de floridas essências, fundido numa intimidade indecifrável, absorto no que hoje terei contigo.

Assim te amo, sempre.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Cá estou para falar contigo

Cá estou eu mais uma vez para falar contigo intimidade sem fundo, como o poço. Recebes, não respondes, não repetes, ficas muda e queda.

Também desta vez o motivo da escrita não é nada bom. Meu amigo vai morrer. Desistiu para vida entregando-se aos mimos dos ganhos secundários de estar doente. Isso também mata. Surpreende-me a dignidade que se esforça por manter de modo hercúleo. Nada de ambulâncias, nada de pijamas nas deslocações ao hospital. Vestido e de carro como sempre fez para sair de casa. Trata-se de  mais uma saída de casa, de um passeio ou de uma ida ao tribunal (que sempre gostou), e é com esta indiferença que trata a doença e a morte. Não se veste para elas. Resistência passiva....

É a 2ª vez que sinto a morte em alguém aproximando-se com uma assertividade inabalável. Da primeira vez não me saí muito bem, ignorei o que adivinhava e sabia. Desisti e senti que assim já não valia a pena.
Desta vez está a custar-me desistir mas quando insisto magoo. Magoo alguém de quem gosto e nada fica melhor.

Desistir e baixar os braços dói mas às vezes é a única forma de ajudar o nosso amigo. Deixar a vida acontecer e fazer parte do dia-a-dia é a melhor ajuda que se pode dar, pela serenidade que se pode propiciar. Ao fim e ao cabo também é isso que eu quero de ti...