a poesia sente-se
e o sentido está na alma
pouco importa se a escreve ou se a lê
o colorido está no peito
toca-se com pudor
pega-se com carinho
escreve-se com paixão
e lê-se com emoção
para que serve o pensamento?
para dar forma de texto
ao mais profundo sentimento.
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
sábado, 25 de agosto de 2012
viagem no vento
vem vento, partirei contigo
até onde o desejo da invisibilidade me levar
enquanto tua frescura me sossegar
e a nudez que me infliges for o meu estado
natural de pensar, de sentir e de amar.
vem vento, voarei sem asas
viajarei nas brisas que me enlaças
tocarei nas nuvens que penetrarei, sonhando
geraremos intimidade
geraremos intimidade
ensinar-me-ás a melodia do tempo
compassadamente batida
pelo balançar das árvores, pendular das flores
e dançada por folhas de um outono
ondulantes movimentos,
valsa de amantes encantados.
valsa de amantes encantados.
vem vento, visitaremos tempestades
arrastaremos montanhas
e faremos maiores façanhas
onde buscaremos a bonança
soprarás o rosto duma criança
agradecida, mirar-te-á no horizonte, eterno
e desenhar-te-á no caderno.
agradecida, mirar-te-á no horizonte, eterno
e desenhar-te-á no caderno.
bailado de ancas
lá,
onde minhas mãos descansam
tuas ancas bailam
ao som de um beijo
insinuantes de amor
bamboleiam, saracoteiam
balançam, pedindo, maneiam
que lhes leia o desejo
fogo ardente, doce calor
com que me afagas
com teu ventre
perfumado do teu odor.
e minhas mãos descansam
suadas
lá...
onde minhas mãos descansam
tuas ancas bailam
ao som de um beijo
insinuantes de amor
bamboleiam, saracoteiam
balançam, pedindo, maneiam
que lhes leia o desejo
fogo ardente, doce calor
com que me afagas
com teu ventre
perfumado do teu odor.
e minhas mãos descansam
suadas
lá...
quarta-feira, 22 de agosto de 2012
mar
mar
onomatopeia de ti mesmo
tem a infinitude
de mãe e de amar
tem a intemporalidade
da juventude.
mar
cheguei, andei
e quando parti
pronunciava teu nome
de um só fôlego
sem respirar.
onomatopeia de ti mesmo
tem a infinitude
de mãe e de amar
tem a intemporalidade
da juventude.
mar
cheguei, andei
e quando parti
pronunciava teu nome
de um só fôlego
sem respirar.
passeando à beira-mar
confiaste em mim
deixaste-me estar
com meus pensamentos
partiram, voltaram
nem sei por onde andaram
acho que mergulharam
andaram na areia molhada
em jeito de par
ora abraçados
ora de mão dada
passeando à beira-mar.
deixaste-me estar
com meus pensamentos
partiram, voltaram
nem sei por onde andaram
acho que mergulharam
andaram na areia molhada
em jeito de par
ora abraçados
ora de mão dada
passeando à beira-mar.
segunda-feira, 20 de agosto de 2012
pensamento
chegam-me, penduradas na melodia
da música que me acompanha esta noite
recordações, que mal vislumbro
e que decifro com esforço
para manter vivo meu passado
dar-lhe o sentido de uma epopeia
que valeu a pena, teve sentido.
da música que me acompanha esta noite
recordações, que mal vislumbro
e que decifro com esforço
para manter vivo meu passado
dar-lhe o sentido de uma epopeia
que valeu a pena, teve sentido.
domingo, 19 de agosto de 2012
pensamento
a vida criou-me, habituada a poucas palavras.
pela poesia tornei-me extravagante em emoções
e amplo, intenso e profundo nos sentimentos
em poucas palavras.
pela poesia tornei-me extravagante em emoções
e amplo, intenso e profundo nos sentimentos
em poucas palavras.
dia
escrevo sobre um dia, quando não distinguia
o sentido do fresco, do frio aborrecido
a brisa amena, da incómoda ventania
o chilrear dos passarinhos, do estrebuchar da passarada
as nuvens fofas do dia, do céu escurecido
e os gritos das crianças, do berros da criançada.
perguntei a deus, o que tinha aquele dia
que, sobranceiro, respondeu
a respeito do meu dia, quem saberá tudo sou eu.
o sentido do fresco, do frio aborrecido
a brisa amena, da incómoda ventania
o chilrear dos passarinhos, do estrebuchar da passarada
as nuvens fofas do dia, do céu escurecido
e os gritos das crianças, do berros da criançada.
perguntei a deus, o que tinha aquele dia
que, sobranceiro, respondeu
a respeito do meu dia, quem saberá tudo sou eu.
quinta-feira, 16 de agosto de 2012
ausência
conheci a ausência, tua
trouxe-me o odor latejante, teu
o sabor escarlate de bom
do carinho nascido de beijo, teu
feito na ternura, tua
deixou-me o olhar, teu
aconchego onde me pacifico
consolo fecundo, meu
para a saudade que sinto, eu
pela ausência que é tua.
trouxe-me o odor latejante, teu
o sabor escarlate de bom
do carinho nascido de beijo, teu
feito na ternura, tua
deixou-me o olhar, teu
aconchego onde me pacifico
consolo fecundo, meu
para a saudade que sinto, eu
pela ausência que é tua.
quarta-feira, 15 de agosto de 2012
luar
nossos corpos aconchegados
nus, doces, salgados
trazem ciúmes às estrelas
fazem-se brilhantes
em céus estrelados
luares iluminados
desejando
que toquem nelas.
de corpos consolados
de olhos fechados
ao som do embalo
ficamos a vê-las.
nus, doces, salgados
trazem ciúmes às estrelas
fazem-se brilhantes
em céus estrelados
luares iluminados
desejando
que toquem nelas.
de corpos consolados
de olhos fechados
ao som do embalo
ficamos a vê-las.
terça-feira, 14 de agosto de 2012
pés enamorados
os nossos pés
que temos nos pés?
consolo de pele
meiguice de corpo
toque de prazer
de toque em toque
a saudade atenua
e damos os pés
em forma de jura
depois outro toque
que é mais um abraço.
que temos nos pés?
conforto de amor
e calor de paixão.
que temos nos pés?
consolo de pele
meiguice de corpo
toque de prazer
de toque em toque
a saudade atenua
e damos os pés
em forma de jura
depois outro toque
que é mais um abraço.
que temos nos pés?
conforto de amor
e calor de paixão.
amantes
e se,
ao sol faltar o dia para brilhar
às aves falhar o vento para voar
a lua não tiver noite para luar
a nuvem ficar sem céu para estar
aos corações fugir o peito onde pulsar
...
os amantes dar-se-ão pelas almas
porque não podem deixar de se amar.
ao sol faltar o dia para brilhar
às aves falhar o vento para voar
a lua não tiver noite para luar
a nuvem ficar sem céu para estar
aos corações fugir o peito onde pulsar
...
os amantes dar-se-ão pelas almas
porque não podem deixar de se amar.
domingo, 12 de agosto de 2012
som de flauta
cantaria a vida no som de uma flauta
se assim o pudesse
porque a gosto simples
com voz de pássaro
e melodia de alma
sopro de vida
tocado pela ponta dos dedos.
se assim o pudesse
porque a gosto simples
com voz de pássaro
e melodia de alma
sopro de vida
tocado pela ponta dos dedos.
ócio
tudo o que sinto é ócio
dormente de ensonado
desperto suficiente
para que veja o horizonte
pelo colorido, manchado
de formas indistintas.
sabe bem olhar e não ver
e quando fecho os olhos
vejo o que mais ninguém vê
e não olho...
dormente de ensonado
desperto suficiente
para que veja o horizonte
pelo colorido, manchado
de formas indistintas.
sabe bem olhar e não ver
e quando fecho os olhos
vejo o que mais ninguém vê
e não olho...
sábado, 11 de agosto de 2012
voo de alma
voou-me a alma
rasando o desejo de estar contigo
sobre as linhas que em teu corpo
fluentemente se curvam
fruindo formas e gestos
cruzando a harmonia com o sensual.
voou-me a alma
encantada, foi-se com o teu olhar
além da distância, viajou
onde sonho se faz das memórias
que temos e das que faremos
ao luar, em carícias trocadas.
ao luar, em carícias trocadas.
voou-me a alma
radiante, encontrou-se em ti
agraudou-se por ti, escolheu-te
afeiçoada à melodia dos teus dias
sobre ti paira como o anjo da guarda
apaixonado, que deseja ser amado.
agraudou-se por ti, escolheu-te
afeiçoada à melodia dos teus dias
sobre ti paira como o anjo da guarda
apaixonado, que deseja ser amado.
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
pensamento
ontem passei o dia contigo sem que pronunciássemos uma só palavra.
tanto que eu aprendi com a cumplicidade do nosso silêncio...
tanto que eu aprendi com a cumplicidade do nosso silêncio...
rima perfeita ou confissão de jardineiro
sabes flor,
que o teu estado de graça permanente
é a razão de ser da tua existência?
em ti nos olhamos
por ti nos vemos, colorimos e perfumamos
e ainda te usamos
para exprimires por nós, o melhor de nós
o apreço, o carinho e o amor.
sim flor...
o nosso amor
por ti amamos, também.
o que inspiramos de ti
é muito mais que o teu perfume
a tua cor, o teu toque ou as tuas linhas
é a profundidade da tua harmonia
que patenteias na forma e cor que semeias no jardim
a graciosidade com que celebras a fecundidade
para, de imediato, te dedicares ao dever da criação
bem menos exuberante
mas igualmente belo, intenso e perfumado
sem que se saiba porquê.
é flor,
é um milagre de amor
um milagre da natureza
ou a natureza da flor
a mesma que criou o amor.
já reparaste flor,
que és a rima perfeita para amor?
que o teu estado de graça permanente
é a razão de ser da tua existência?
em ti nos olhamos
por ti nos vemos, colorimos e perfumamos
e ainda te usamos
para exprimires por nós, o melhor de nós
o apreço, o carinho e o amor.
sim flor...
o nosso amor
por ti amamos, também.
o que inspiramos de ti
é muito mais que o teu perfume
a tua cor, o teu toque ou as tuas linhas
é a profundidade da tua harmonia
que patenteias na forma e cor que semeias no jardim
a graciosidade com que celebras a fecundidade
para, de imediato, te dedicares ao dever da criação
bem menos exuberante
mas igualmente belo, intenso e perfumado
sem que se saiba porquê.
é flor,
é um milagre de amor
um milagre da natureza
ou a natureza da flor
a mesma que criou o amor.
já reparaste flor,
que és a rima perfeita para amor?
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
saudade
são da praia as ondas que chegam
preguiçam e partem de maré em maré
contam-me o tempo da tua ausência
deixam-me a dor da despedida
largo meu olhar no horizonte, perdido
distante, onde quer repousar
só, de si mesmo, além do mar
onde vão as ondas, de maré em maré
preguiçam e partem de maré em maré
contam-me o tempo da tua ausência
deixam-me a dor da despedida
largo meu olhar no horizonte, perdido
distante, onde quer repousar
só, de si mesmo, além do mar
onde vão as ondas, de maré em maré
terça-feira, 7 de agosto de 2012
pensamento
a alma do nosso amor
fez-se de pétalas de rosa branca
tal é a pureza
que lhe define a natureza.
fez-se de pétalas de rosa branca
tal é a pureza
que lhe define a natureza.
segunda-feira, 6 de agosto de 2012
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