a pintura que doira na camisola
está-lhe nos olhos guardada
às pinceladas: uma após outra
como os olhares que bota sobre todas as coisas
quarta-feira, 12 de julho de 2017
sou um saltimbanco
nomado-me
insatisfaço-me
procuro quem me ouça
quem me olhe sem me ver
desejo quem me responda
quem me like
santimbanco-me
pela falta do sossego
de ser de estar
cintilo no espelho da água
intolero a vertigem da profundidade
claustrofobia-me achar-me em mim
saltimbanca-me
minha ambição de cintilar-me
nomado-me
insatisfaço-me
procuro quem me ouça
quem me olhe sem me ver
desejo quem me responda
quem me like
santimbanco-me
pela falta do sossego
de ser de estar
cintilo no espelho da água
intolero a vertigem da profundidade
claustrofobia-me achar-me em mim
saltimbanca-me
minha ambição de cintilar-me
quarta-feira, 31 de maio de 2017
terça-feira, 30 de maio de 2017
josé
no dorso da senhora passeio
minha aventura enxergando
onde me extinguirei, em seu seio
pressinto frio corpóreo
roça-me cinza marmóreo
o que me consome é medo
se nela me quedo em sossego
e adormecer
e se acordar eu me nego
minha aventura enxergando
onde me extinguirei, em seu seio
pressinto frio corpóreo
roça-me cinza marmóreo
o que me consome é medo
se nela me quedo em sossego
e adormecer
e se acordar eu me nego
domingo, 28 de maio de 2017
segunda-feira, 22 de maio de 2017
silêncio em 12 estações
i.
há um truque qualquer, topei-o
sumido como se fosse na areia.
era de um sólido quase palpável
até invisível. creio que
por isso o encontrei
ii.
contei a mim próprio
todo o movimento eu tinha
para o mar
ondas a secarem-se nas rochas,
quase transparentes,
a espuma, branca, é a dos dias
iii.
há sempre alguém que se senta vazio
para descansar de nadas cansativos
se aturde pelo inesperado
que o invulgar tem: quase ilógico
e pela consciência de ser quase
(um) engano da sua própria existência
há sempre alguém que torpedeia as banalidades
e nos desflora até ao olhar
sorte! é tropeçar inadvertidamente na cegueira
e despertar
iv.
emociono-me
com o que sinto, não há palavras
para dizer
v.
silêncio no olhar
germina a ideia
peregrina
silenciosa
vi.
a assimetria das linhas no rosto revelava
minúsculos desentendimentos básicos entre as faces
cada uma com seu modo de ver
vii.
olhei
um rosto de silêncios estampados
viii.
invernia
diariamente
a noite chega
mais cedo
mais tarde parte
mais tempo fica
mais tempo dura
ix.
teu nome
um regaço em concha
aberto par-em-par
vista ampla para o mar
x.
às palavras
soletrei-as para desnudar
traços das parte íntimas
impronunciáveis
agora que as sonho
brindamo-nos na intimidade
xi.
tocou-me
uma longueza penetrante
chegada de uma lonjura impossível
o olhar fito de uma criança
trazia a ingenuidade sem lugar para vergonha
xii.
tens suspiros no olhar
acomodam coisas de acontecer
simples como teimosias
de aparência intermitente
há um truque qualquer, topei-o
sumido como se fosse na areia.
era de um sólido quase palpável
até invisível. creio que
por isso o encontrei
ii.
contei a mim próprio
todo o movimento eu tinha
para o mar
ondas a secarem-se nas rochas,
quase transparentes,
a espuma, branca, é a dos dias
há sempre alguém que se senta vazio
para descansar de nadas cansativos
se aturde pelo inesperado
que o invulgar tem: quase ilógico
e pela consciência de ser quase
(um) engano da sua própria existência
há sempre alguém que torpedeia as banalidades
e nos desflora até ao olhar
sorte! é tropeçar inadvertidamente na cegueira
e despertar
iv.
emociono-me
com o que sinto, não há palavras
para dizer
v.
silêncio no olhar
germina a ideia
peregrina
silenciosa
vi.
a assimetria das linhas no rosto revelava
minúsculos desentendimentos básicos entre as faces
cada uma com seu modo de ver
vii.
olhei
um rosto de silêncios estampados
viii.
invernia
diariamente
a noite chega
mais cedo
mais tarde parte
mais tempo fica
mais tempo dura
ix.
teu nome
um regaço em concha
aberto par-em-par
vista ampla para o mar
x.
às palavras
soletrei-as para desnudar
traços das parte íntimas
impronunciáveis
agora que as sonho
brindamo-nos na intimidade
xi.
tocou-me
uma longueza penetrante
chegada de uma lonjura impossível
o olhar fito de uma criança
trazia a ingenuidade sem lugar para vergonha
xii.
tens suspiros no olhar
acomodam coisas de acontecer
simples como teimosias
de aparência intermitente
transbordância
minha mãe
falta-me a alegria dos teus olhos
a essência da tua pele
esse sabor a colo
o conforto que me chega
quando dizes: − filho
o agrado que me faz
de dentro
do início
antes do orgulho de ser
quando a felicidade é só
sentido puro
e amar é!
falta-me a alegria dos teus olhos
a essência da tua pele
esse sabor a colo
o conforto que me chega
quando dizes: − filho
o agrado que me faz
de dentro
do início
antes do orgulho de ser
quando a felicidade é só
sentido puro
e amar é!
quinta-feira, 18 de maio de 2017
édipo
minha mãe
falta-me a alegria dos teus olhos
a essência da tua pele
esse sabor a colo
o conforto que me chega
quando dizes: − filho
o agrado que me faz
de dentro
do início
antes do orgulho de ser
quando a felicidade é só
sentido puro
e amar é!
falta-me a alegria dos teus olhos
a essência da tua pele
esse sabor a colo
o conforto que me chega
quando dizes: − filho
o agrado que me faz
de dentro
do início
antes do orgulho de ser
quando a felicidade é só
sentido puro
e amar é!
terça-feira, 16 de maio de 2017
quarta-feira, 10 de maio de 2017
quinta-feira, 13 de abril de 2017
sexta-feira, 17 de março de 2017
ser azul
ser azul
tomar-se de várias cores, de azul
ser céu ou para lá rumar, em azul
estar inverso a inundar, de azul
e abarcar a terra, em azul
pintada da cor do mar, azul
e não caber, transbordar azul
de azul ser
tomar-se de várias cores, de azul
ser céu ou para lá rumar, em azul
estar inverso a inundar, de azul
e abarcar a terra, em azul
pintada da cor do mar, azul
e não caber, transbordar azul
de azul ser
Subscrever:
Mensagens (Atom)