minha vida
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
urdêncios
um poeta vive nos silêncios
fios dobados, anovelados
deles urde poemas
em paciência de enxoval
em amor virginal, de entrega
um dia...
assolha-os ao tempo
ao vento
em silêncio, trauteando
um tesouro...
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