meu amor
não vejo senão a água dos nossos sonhos
corrente de alegria de rio
desmandada sobre a terra
e nela cava o leito de seu ser
meu amor
não quero senão o mistério dos olhos
os teus que se quiseram meus
neles me alongo para ser maior
o bastante para abarcar o teu olhar
meu amor
não vivo senão o vício de ser amante
esse borbulhar de promessas
fios com que urdimos nosso olhar
a luz maior que nem o sol a alcança
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sexta-feira, 5 de junho de 2015
domingo, 3 de maio de 2015
mãe
doce é a mãe
e o beijo dela
a pele do rosto seu
e o toque no meu
também o colo
regalo do aconchego
e o embalo onde adormeço
guardo-o, eu
doce é mãe
a ternura que me surge
deu-ma ela
e o beijo dela
a pele do rosto seu
e o toque no meu
também o colo
regalo do aconchego
e o embalo onde adormeço
guardo-o, eu
doce é mãe
a ternura que me surge
deu-ma ela
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015
terça-feira, 8 de julho de 2014
quinta-feira, 3 de abril de 2014
minhas mãos
apetecem a minhas mãos
lugares
onde pousam meus olhos
desejam minhas mãos
labaredas
de incandescer teu corpo
querem minhas mãos
embrenhar-se
pelos dedos em tua pele
ardem minhas mãos
por agarrar-te
até à fusão dos corpos
quererão minhas mãos
contornar-te
com a suavidade de um raio de sol
lugares
onde pousam meus olhos
desejam minhas mãos
labaredas
de incandescer teu corpo
querem minhas mãos
embrenhar-se
pelos dedos em tua pele
ardem minhas mãos
por agarrar-te
até à fusão dos corpos
quererão minhas mãos
contornar-te
com a suavidade de um raio de sol
quinta-feira, 13 de março de 2014
da alma
se quiseres deitar-me-ei
em ti
bem no meio de ti
entre o teu ser e o teu olhar
aroma a seio
se pudesse deitar-me-ia
lado-a-lado à tua alma
as almas nunca se deitam
elevam-se
aí mesmo descansam
convivem e crescem
elevadas
e este corpo que quer deitar-se
menos pelo cansaço
quer intimidade aconchego
até à alma
que nunca vi
que respeito como o melhor de mim
com aroma a seio, teu
em ti
bem no meio de ti
entre o teu ser e o teu olhar
aroma a seio
se pudesse deitar-me-ia
lado-a-lado à tua alma
as almas nunca se deitam
elevam-se
aí mesmo descansam
convivem e crescem
elevadas
e este corpo que quer deitar-se
menos pelo cansaço
quer intimidade aconchego
até à alma
que nunca vi
que respeito como o melhor de mim
com aroma a seio, teu
terça-feira, 3 de setembro de 2013
quadra
vagueiam as letras em teu nome
como no céu as estrelas
compõem palavras nós
amor, entrego-me a lê-las
como no céu as estrelas
compõem palavras nós
amor, entrego-me a lê-las
sábado, 6 de julho de 2013
revelação
há dias que desejo tanto não sentir poeta
não me apaixonar
por ninguém, por nada
além de ti e além do que é teu
e não consigo...
é como uma infidelidade que não compreendo
amar além de ti
retirar-te do centro...
porque não há centros no amor
neste amor há paixões
e todas me queimam o peito
ardente
a tua ilumina-me
uma chama em mim
recortando a escuridão
uma chama em mim
recortando a escuridão
quarta-feira, 5 de junho de 2013
meu amor
tentei amar-te até ao fim do mundo
mas o mundo era pequeno
tentei amar-te até à lua
e sobrava tanto amor
tentei amar-te até ao sol e às estrelas
e o meu amor não cabia
tentei amar-te até ao universo
mas o espaço não chegava
então meti meu amor num olhar
e olho-te para to dar
aconchegado de carinho
mas o mundo era pequeno
tentei amar-te até à lua
e sobrava tanto amor
tentei amar-te até ao sol e às estrelas
e o meu amor não cabia
tentei amar-te até ao universo
mas o espaço não chegava
então meti meu amor num olhar
e olho-te para to dar
aconchegado de carinho
terça-feira, 4 de junho de 2013
sms
queria soprar-te o rosto
queria afastar-te o mau
aquele que te levou o sorriso
que te entristece o olhar
que te aterroriza o pensamento
soprar-te-ia e diria
não faz mal, já passou
e abraçar-te-ia no peito
forte, mais forte e mais forte
só para que soubesses
onde é o teu lugar
queria afastar-te o mau
aquele que te levou o sorriso
que te entristece o olhar
que te aterroriza o pensamento
soprar-te-ia e diria
não faz mal, já passou
e abraçar-te-ia no peito
forte, mais forte e mais forte
só para que soubesses
onde é o teu lugar
segunda-feira, 3 de junho de 2013
quinta-feira, 23 de maio de 2013
teu lugar
corpo a corpo
toque a toque
como passo a passo
toquei-te à porta
no corpo
convidaste-me a entrar
no corpo
de porta entreaberta
no corpo
por onde entrava
no corpo
que queria mais corpo
no corpo
que tínhamos nas mãos
quando entrei
já tu estavas dentro de mim
onde permaneces
de adormecer em adormecer
toque a toque
como passo a passo
toquei-te à porta
no corpo
convidaste-me a entrar
no corpo
de porta entreaberta
no corpo
por onde entrava
no corpo
que queria mais corpo
no corpo
que tínhamos nas mãos
quando entrei
já tu estavas dentro de mim
onde permaneces
de adormecer em adormecer
sexta-feira, 17 de maio de 2013
sussurrantemente
vejo-te articular um som
que não ouço mas sei de amor
é-me bom e imagino
um repete por favor
e
ouço-te sorrir-me um beijo
enquanto me beijas em sussurro
que não ouço mas sei de amor
é-me bom e imagino
um repete por favor
e
ouço-te sorrir-me um beijo
enquanto me beijas em sussurro
sexta-feira, 10 de maio de 2013
ser teu
entregar-me a ti é ser teu
sem te pertencer
pronunciar-te uma parte de mim
quando de facto sou teu
pelo desejo de te alegrar até à felicidade
o que me faz feliz
é que sendo teu, somos nós
sem te pertencer
pronunciar-te uma parte de mim
quando de facto sou teu
pelo desejo de te alegrar até à felicidade
o que me faz feliz
é que sendo teu, somos nós
domingo, 5 de maio de 2013
mãe
"foste tu que me fizeste mãe"
revelaste-me ao acordar.
sabia-o, claro,
mas nunca desta forma
(aparentemente) tão biológica
a mesma que me fez pai
no mesmo preciso momento.
tenho guardado como apontamentos
o teu olhar de íntima satisfação
enquanto acariciavas teu ventre,
a ternura que agarrava minha mão
para sentir em ti o pulsar na nossa vida,
a delícia que fotografavas (pai e filho),
a tua alegria feita de nós.
hoje percebi como me fizeste pai pela tua maternidade
e porque mãe sempre me foi mais que uma mera palavra
é-me uma expressão de vida.
amo-te mãe que fizemos
a tua grandeza está na grandiosidade
de que empossaste a palavra mãe.
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
desconforto
inquieta-me tudo o que faço
e o que deixo por fazer
inquieta-me a possibilidade de ser
e a outra
inquieto-me porque é tudo o que sei
inquieto-me porque a inquietude
é o meu modo de estar
e de viver
e o que deixo por fazer
inquieta-me a possibilidade de ser
e a outra
inquieto-me porque é tudo o que sei
inquieto-me porque a inquietude
é o meu modo de estar
e de viver
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
domingo, 20 de janeiro de 2013
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
singelo
semeámos trivialidades à beira mar
passeávamos iluminados
sol rasante
também raso de banalidades.
a sementeira nasceu, cresceu
e antes que o sol apagasse
colhemos um beijo
amante gerado em nós
e nossas vulgaridades.
passeávamos iluminados
sol rasante
também raso de banalidades.
a sementeira nasceu, cresceu
e antes que o sol apagasse
colhemos um beijo
amante gerado em nós
e nossas vulgaridades.
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